Sonho e realização: Uma mulher de fibra

Capitã da Brigada Militar, Nedia Debora de Ávila Giacomini, realizou o sonho de estar na BM e poder através de seu trabalho e dedicação auxiliar outras pessoas



“Acredito que qualquer pessoa pode alcançar seu sonho, independentemente do tamanho, o irá diferenciá-lo é o grau de determinação para conseguir seus objetivos”, vai logo explicando a Capitã Nedia Debora de Ávila Giacomini, ao falar sobre os desafios que enfrentou para chegar à onde está. Quem a conhece, sabe que há uma regra que rege a vida dessa mulher, como se fosse um acordo, um entendimento entre verdade, alma, oportunidade e atitude.

De família humilde, Nedia nunca deixou de sonhar e lutar pelos seus objetivos, desde muito jovem encontrou nos estudos uma forma de mudar sua história de vida, aos 19 anos, após muita disciplina e dedicação passou no concurso para Brigada Militar do estado do Rio Grande do Sul, depois de passar em todas as fases do mesmo, em 2003 foi residir em Passo Fundo, onde frequentou o curso de formação de soldado da Brigada Militar, após um ano, retornou a nossa região para atuar no município de Iraí e posterior foi transferida a Frederico Westphalen.

Em 2003, conheceu Vilnei Giacomini, um incentivador, com quem escolheu passar o resto de sua vida. Com o apoio do marido Nédia começou a cursar Direito na URI de FW e em 2012 após longo período de preparação, foi aprovada no concurso de nível superior da Brigada Militar no posto de capitã. Após, frequentar o curso de formação de oficiais na Academia de Policia Militar em POA, entre os anos 2012 a 2014, escolheu exercer a suas funções o Batalhão que serviu no início da carreira, 37ºBPM em Frederico Westphalen.

Ser mulher nunca foi um empecilho para essa profissional que sempre competiu de forma igual com os homens. “Nunca encontrei empecilhos ou facilitações por ser mulher e sempre quis ser tratada da mesma forma que os demais colegas, sem sombras de dúvida, pela natureza da profissão nossa corporação possui mais homens que mulheres nos seus quadros, e entendo ser uma característica que deva ser mantida” – explica a capitã.

Sem um discurso feminista, Nedia representa a mulher batalhadora que não desiste de seus sonhos, ou encontra motivos no seu gênero para explicar que não pode conquistar algo. “Não gosto de discursos feministas, tenho gratidão e respeito a todas as mulheres que nos antecederam e lutaram para que pudéssemos competir e participar das mais diversas funções sociais e minha forma de reconhecer e honrá-las é tentar dar sempre o melhor para mim”.

Desde muito cedo Nedia descobriu qual seria sua missão social, estar se reinventando a cada novo dia para buscar atingir seus objetivos e assim mudar não só a sua história, mas daqueles as quais convive. “A Profissão de policial militar, assim como as demais profissões exigem a todo momento reinventar-se. A cada novo dia é um desafio, uma nova superação, um novo aprendizado, gerenciando nossas frustrações ao conhecer a sociedade e conjuga-la com as leis e realidade diária. O mais importante é nunca esquecer que toda conquista vem, se for feita com trabalho, dedicação e humildade. Nada será possível se não sairmos da zona de conforto, não mudaremos nossa história e das outras pessoas se não nos desafiarmos diariamente a sermos melhores que ontem.” Ressalta a capitã.

Foto: Vignatti Fotografias


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