Educação para a morte

Ivania Cardoso

Terapeuta Naturopata

Graduada/Nutrição- URI

Pós-Graduanda: Saúde e espiritualidade- UCS


Desde muito pequenos somos educados para as diversas áreas do conhecimento, porém, a educação para a morte não faz parte desse processo. Por ainda ser uma incógnita, aprendemos sobre artes, ciências, fisiologia, matemática, mas não exploramos essa inevitável fase da vida.

A morte e seu significado são preocupações que envolvem todas as culturas e, assim como o nascer, morrer é um processo que faz parte do findar do desenvolvimento humano, que não é nada místico e que deve ser realizado no seio da sociedade da qual fazemos parte, pois cada sociedade apresenta uma espécie de ritual com o objetivo de facilitar o descanso da alma ou o desligamento desta com o corpo físico.

Na religião católica, por exemplo, são realizados o velório e sepultamento em seguida, e há neste momento o uso de velas, flores e orações. Já no hinduísmo, tradicionalmente há cremação do corpo e assim é dependendo da sociedade em que se está inserida.

Segundo Kovács (2005), negar a morte é uma das formas de não entrar em contato com as experiências dolorosas e viver uma fantasia de imortalidade, contudo, falar sobre a morte nos permite elaborar de forma mais clara o luto, pois este, quando mal elaborado, adoece tanto o enlutado devido a sua sobrecarga de sofrimento, quanto às pessoas de seu convívio por não saberem conduzir esta situação.

Falar sobre a morte é um tema polêmico, e a negamos de todas as formas, uma vez que nos remete à finitude da existência humana, e desta forma, na tentativa de facilitar o processo de luto, a morte deve ser abordada com naturalidade, pois nascer e morrer são fenômenos biológicos.

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